Crise global? O comércio eletrônico continua bem, obrigado!

O post de hoje é um guest post escrito pelo Mauricio Salvador, ele é Mestre em Comunicação e Administração, tem MBA em Gestão e Estratégias em  Negócios,  foi  Executivo  de  Contas  pelo  Yahoo!  Brasil  e  Diretor  de  Marketing e  Vendas  para  América  Latina na e-bit, empresa de informações de comércio eletrônico do Grupo BuscaPé, atendendo clientes como  Claro,  Pernambucanas,  Wal-Mart,  Saraiva,  Polishop,  Ponto  Frio  e  MasterCarde e é professor de cursos de ecommerce e redes sociais.

O Brasil aprendeu em 2008 que as crises globais que são anunciadas nos jornais não são necessariamente as mesmas vivenciadas nas ruas do país. Enquanto o mundo assistiu à queda de bancos e indústrias americanas, por aqui a “marolinha” bateu fraca nas compras de final de ano.

Em 2011 a coisa não parece ser diferente. A expectativa de crescimento do comércio eletrônico brasileiro para o segundo semestre é de 26%. Nada mal para um mercado que já tem mais de 27 milhões de consumidores.

Mesmo no varejo físico, as expectativas para o trimestre mais importante do ano, são animadoras. Segundo Alberto Serrentino, sócio sênior da

GS&MD, os balanços do 2º trimestre publicados pelas empresas mostram forte crescimento em vendas absolutas e em lojas comparáveis, como Magazine Luiza (+37% e +14,4%), Arezzo (+21%), Marisa (+25% e +10,8%) e Grupo Pão de Açúcar (+10% e +9,3%).

Ainda segundo Serrentino, a confiança dos consumidores, que teve seu menor nível em outubro de 2008, recuperou-se e atingiu o pico histórico em novembro de 2010 e segue em patamar elevado.

Para Marcos Gouvêa de Souza, diretor geral da GS&MD, existe uma visão muito distinta entre varejistas e instituições financeiras. Ao menor sinal de possíveis turbulências econômicas, o instinto de auto-preservação das empresas financeiras pede medidas restritivas de crédito, com redução de prazos de financiamento, aumento de taxas e de restrições para concessão de crédito, que funcionam como elementos desestimuladores de consumo.

Marcos completa que para os varejistas o raciocínio tende a ser o contrário, pois, com alguma sinalização de redução de vendas, tendem a usar o crédito como elemento alavancador de consumo, buscando ampliar prazos, oferecer planos mais estimuladores e induzir o consumidor a ir às compras.

Voltando a 2008, no último trimestre, período de maior influência da crise, o comércio eletrônico brasileiro cresceu 30%. Mesmo nos Estados Unidos, epicentro da crise, o crescimento do ecommerce foi de 6%, caminho inverso de todos os índices de outros setores, que apresentaram declínio.

Ferramentas como comparação de preços, entrega expressa e avaliações de outros consumidores, se mostram importantes catalisadores na decisão de compra das pessoas, mais desconfiadas em época de crise, se estão realmente fazendo um bom negócio.

Para o final de 2011, os consumidores já mostram sinais de que continuarão comprando, seja no off ou no online. Para a indústria e os varejistas brasileiros, resta assistirem a crise nos jornais, quase que em ritmo de telenovela, enquanto se preparam para mais um período de aumento nas vendas.

Assine a Newsletter e ganhe um E-book!
Milhares de pessoas já aprenderem com nosso E-book grátis. Assine e receba a sua cópia no primeiro email que lhe enviarmos!
We hate spam just as much as you

 

Você poderá gostar Também!

Autor: Bruno de Souza

Profissional de Comunicação Digital - CEO do Marketing Digital 2.0 e @mlearningpedia. Social Media e Mobile Learning Researcher e sou da Geração Y. Siga no Twitter @brunounix ou no Facebook ou assine as atualizações públicas.

45 Comentários Comentar

Deixar um Comentário

Nwmidia

Q&A

Curso Facebook

Anunciar Anunciar
Anunciar Anunciar

Parceiro de Hospedagem

Hostgator

10692 Pessoas Fãs do Marketing Digital 2.0

Siga nos no Pinterest

E-book

Nosso canal no Youtube